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Saiba como organizar e gerenciar componentes do Adobe Analytics e do Customer Journey Analytics com práticas recomendadas de nomenclatura, descrições, tags, propriedade, aprovação e compartilhamento. Descubra como usar ferramentas como o dicionário de dados e os IDs externos para simplificar fluxos de trabalho, melhorar a consistência dos relatórios e gerar confiança na tomada de decisão orientada por dados.

Quando comecei a minha jornada no Adobe Analytics, o mais difícil foi encontrar os componentes de que eu precisava para acessar o espaço de trabalho e obter a visualização que eu estava procurando. Como na maioria das implementações do Adobe Analytics, havia vários componentes disponíveis para novos usuários que eu não conhecia. Após um certo tempo realizando ajustes e testes de tentativa e erro, eu finalmente consegui obter uma boa compreensão do que estava vendo e comecei a criar relatórios coesos. Para falar a verdade, não lembro exatamente o que estava disponível naquela época, mas agora os usuários têm acesso a muitas ferramentas diferentes para facilitar a localização, compreensão, uso e compartilhamento de componentes e espaços de trabalho. Neste artigo, explico como uso essas ferramentas para criar um ambiente mais organizado para analistas. Felizmente, isso é uma das coisas que não mudam, quer o usuário esteja usando o Adobe Analytics ou o Customer Journey Analytics.

Criar uma base sólida para componentes

O único requisito ao criar um novo componente é um nome. Pessoalmente, criei centenas de componentes, principalmente métricas calculadas e segmentos/filtros, com apenas um nome. Embora isso possa ser bom para relatórios ou investigações não planejadas, não é uma prática recomendada para componentes que outras pessoas da organização podem usar. Qualquer item compartilhado deve incluir pelo menos um nome descritivo, uma descrição preenchida e uma ou mais tags. Um(a) admin ou a equipe proprietária dos dados deve aprovar qualquer item compartilhado amplamente ou com novos usuários. Todos os componentes aprovados têm um pequeno ícone de marca de seleção ao lado para identificá-los como aprovados. Seguir estas regras simples pode poupar horas de confusão e trabalhos de correção para você e a sua organização.

Construir um espaço de trabalho da Adobe sustentável e organizado

Embora os requisitos mínimos mencionados acima para um componente sejam um nome, uma descrição e uma tag, há vários outros aspectos envolvidos na manutenção de um espaço de trabalho organizado. Acredito que, além de preencher o máximo possível dos campos disponíveis, é melhor dispor de um processo documentado para revisar e manter esses componentes. Abaixo, abordarei os aspectos mais importantes de como manter o seu ambiente da Adobe organizado. Não entrarei em detalhes adicionais sobre tarefas específicas, pois a Adobe já oferece uma documentação abrangente. Este artigo é uma prática recomendada, não um guia de instruções.

Práticas recomendadas de nomenclatura para componentes

Ao nomear um novo componente, tento ser o mais descritivo possível, principalmente quando se trata de métricas calculadas e segmentos/filtros. Os usuários geralmente preferem nomes mais curtos, mas estes podem causar confusão quando o componente é complexo. Portanto, enquanto um nome como “Cliques de CTA” é bom, “Cliques de CTA a partir da página da promoção de outono” também é perfeitamente aceitável.

Eu gosto de adicionar ainda mais detalhes aos nomes quando necessário. Ou seja, gosto de adicionar qual plataforma o componente está examinando, bem como o nível de persistência. Com isso em mente, “Cliques de CTA a partir da página da promoção de outono” se torna “Cliques de CTA a partir da página da promoção de outono do [evento para | aplicativo e web]” para mostrar que ele inclui o tráfego do aplicativo e da web no âmbito dos eventos. A minha convenção de nomenclatura é a seguinte: “Nome descritivo [plataforma] | persistência]”. É claro que cada implementação do Adobe Analytics é diferente, e essas partes extras nem sempre precisam ser adicionadas, mas esses detalhes geralmente são muito úteis.

Criar descrições claras e úteis para o componente

Este item é bastante autoexplicativo. A parte mais difícil aqui é fazê-lo. Muitas vezes, quando estou criando um relatório ou investigando um palpite, eu não reservo um tempo para adicionar uma boa descrição. Geralmente, no momento em que preencho retroativamente uma descrição, já não consigo mais lembrar o propósito e as configurações do componente, o que me força a refazer o meu caminho.

Uma boa descrição explica qual é o componente, como ele funciona, seu conjunto de dados (principalmente para dados offline do CJA) e um exemplo de caso de uso. Incluir tudo isso facilita para que outros usuários possam ler e entender qual é a finalidade do componente e como interpretar os resultados. Espero que os usuários também possam reutilizar o meu componente em suas próprias análises.

Atribuir a propriedade para uma melhor consistência

Nós já vimos que as métricas calculadas e os segmentos/filtros listam o proprietário. Geralmente, trata-se da pessoa que criou o componente. Eu acho mais vantajoso atribuir todos os componentes a uma pessoa ou equipe responsável pelos dados que o componente foi criado para representar. Por exemplo, se eu estiver lidando com um componente de capacidade de descoberta de pesquisa interna, prefiro que ele seja atribuído a um analista que trabalha para a equipe de pesquisa interna. Seguindo essa mesma lógica, todos os componentes de chek-out seriam atribuídos à equipe de check-out, os componentes de logon e conta seriam atribuídos à equipe de contas, e assim por diante. O propósito disso é simples: manter a consistência. Atribuir a propriedade dessa maneira garante cálculos consistentes e permite que a equipe mais próxima aos dados defina a metodologia.

Tanto no Adobe Analytics quanto no Customer Journey Analytics, admins têm a capacidade de reatribuir ativos a outros usuários. Uso essa opção para garantir que todos os ativos aplicáveis sejam atribuídos a alguém na equipe correta. Essa ferramenta obviamente não funciona com métricas e dimensões de conversão; portanto, também mantenho um registro de propriedades em uma planilha compartilhada.

Pode parecer exagero, mas esse método me ajuda melhorar a continuidade dos relatórios e elimina dúvidas e confusões desnecessárias.

Usar tags para organizar componentes

Vale enfatizar o quão fantásticas são as tags. Depois de negligenciá-las durante anos, descobri que organizar ativos com tags economiza muito tempo em ambientes complexos. As tags facilitam o rastreamento da propriedade e a categorização de ativos por equipe, conjunto de dados, persistência, complexidade ou outros critérios. Já que parece não haver limite, não tenha receio de categorizar, mas mantenha a simplicidade. Eu sempre uso palavras isoladas ou abreviações (como carrinho, check-out, ids, nps). A minha única regra adicional é escrever tudo em minúsculas. Isso as diferencia das tags em letras maiúsculas da Adobe e agiliza a pesquisa com o símbolo # na barra de pesquisa do espaço de trabalho (por exemplo, #checkout).

Aprovar componentes para gerar confiança e segurança

Como mencionado anteriormente, admins podem “Aprovar” componentes no espaço de trabalho, o que adiciona uma marca de seleção ao lado do nome. “Admins podem aprovar um componente no menu suspenso, localizado na parte superior do espaço de trabalho, ou clicando com o botão direito do mouse e selecionando ‘Aprovar’”. Eu uso esse recurso para sinalizar aos usuários que o componente foi verificado e validado como correto. Somente um componente que tenha um nome descritivo, uma descrição e pelo menos uma tag pode ser aprovado. Além disso, a equipe que origina os dados deve revisar o componente. Assim como na seção de propriedade, isso serve para garantir uma melhor continuidade dos relatórios. Idealmente, um novo usuário deve ver principalmente os componentes aprovados em seus espaços de trabalho, o que deve aumentar a confiança em seus relatórios à medida que se acostuma com a ferramenta. Nem todos os componentes precisam de aprovação, mas os compartilhados amplamente devem ser aprovados, para que os usuários possam confiar nos dados.

Compartilhar espaços de trabalho e componentes com segurança

A capacidade de compartilhar espaços de trabalho e colaborar é uma das coisas que tornam o Adobe Analytics e o Customer Journey Analytics tão eficientes. Embora também seja possível compartilhar componentes individuais com outros usuários, às vezes pode ser entediante compartilhá-los com vários usuários; portanto, sempre recomendo configurar grupos de usuários no Admin Console. Tais grupos permitem que os usuários compartilhem com todas as pessoas incluídas em um grupo específico com apenas um clique, em vez de selecionar cada usuário individualmente.
Como sempre, é importante saber com quem e como você está compartilhando. A Adobe oferece a opção de compartilhar diferentes níveis de acesso aos relatórios, desde a visualização até a edição do arquivo original. Se você permitir que um grupo inteiro edite o seu espaço de trabalho original, há um risco maior de alterações e ocorrência de erros.

Como observação adicional, um usuário pode “Compartilhar com qualquer pessoa”, o que cria uma cópia somente de visualização que qualquer pessoa com o link, dentro ou fora da organização, pode visualizar. Esse recurso é útil para parceiros externos, mas você corre o risco de expor os seus dados. Felizmente, um usuário pode entrar na tela de compartilhamento e desativar um link compartilhado para ajudar a evitar qualquer exposição de dados.

Gerenciar IDs externos no Customer Journey Analytics

Os IDs externos editáveis são o único item exclusivo do Customer Journey Analytics. Quando você conecta o CJA a um relatório externo, como o Power BI, o sistema usa esse ID como um identificador exclusivo. No Adobe Analytics, cada componente recebe uma sequência longa e ilegível, tornando as edições difíceis de replicar. Com a capacidade do CJA de defini-los por conta própria, fazer atualizações e edições em relatórios externos se torna muito mais fácil.
As restrições impostas a esses IDs da Adobe são que eles não podem conter espaços nem caracteres especiais, e precisam ser exclusivos. Costumo utilizar o mesmo nome do componente aqui, mas com letras maiúsculas em vez de espaços. Segundo esse método, “Cliques de CTA da página da promoção de outono” se torna “CliquesDeCTADaPáginaDaPromoçãoDeOutono”.

Usar o dicionário de dados para o gerenciamento de componentes

A Adobe fez grandes avanços no processo de gerenciamento de componentes, principalmente quando se trata do dicionário de dados. Esta seção, aninhada diretamente no espaço de trabalho, atua como um recurso inestimável para ajudar usuários e admins a entender e gerenciar seus ativos. Esta ferramenta destaca quais componentes são comumente usados juntos na sua organização, bem como outros componentes semelhantes ao selecionado.
Como admin, uso esta ferramenta para encontrar componentes duplicados e verificar se algum deles não recebeu dados recentes. Quase todos os aspectos de um componente (nome, descrição etc.) podem ser atualizados por um(a) admin no dicionário de dados. Isso torna o site um recurso prático para admins, principalmente se você, como eu, tende a fazer edições em qualquer lugar.

Manter um ambiente organizado

Acima de tudo, é importante contar com um processo definido para manter a consistência em toda a organização e revisar os componentes periodicamente. Manter tudo atualizado e correto exige um esforço contínuo, e é recomendado envolver os proprietários de componentes atribuídos nesse processo para garantir a precisão. A longo prazo, gerenciar os ativos de forma ativa poupará um tempo considerável para você e a sua organização, reduzirá a confusão e evitará correções de trabalho desnecessárias.